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Princípios

As convicções que sustentam o trabalho.

Mais do que uma metodologia, estes são os princípios que orientam como conduzo cada conflito e cada decisão. Eles explicam por que recuso a lógica da disputa e por que insisto nas palavras ritos e estrutura.

01

O conflito é ausência de estrutura, não falta de razão

Reconhecer vem antes de resolver.

Toda intervenção começa pelo reconhecimento de que o problema não está necessariamente nas pessoas, mas na forma como as decisões vêm sendo conduzidas. Antes de buscar soluções, é preciso compreender o sistema, a história do conflito, as decisões travadas e os pontos de tensão existentes. Reconhecer é enxergar o conflito como um sinal de que a estrutura decisória precisa ser revisitada.

02

Compreender interesses, não disputar posições

Compreenda o que importa, não apenas o que é dito.

O que as pessoas pedem nem sempre revela o que realmente precisam. Compreender os interesses, as necessidades, os receios e as expectativas que sustentam cada posição permite transformar confrontos em conversas mais produtivas. Por trás de toda posição existe uma preocupação legítima.

03

Não se decide no susto

A qualidade da decisão depende da qualidade da conversa.

Antes de escolher caminhos, é preciso organizar a conversa que tornará estes caminhos visíveis. É preciso criar uma linguagem comum para que temas complexos possam ser discutidos e decididos com responsabilidade. Estruturar é o oposto de apressar, e a pressa costuma ser cobrada com juros.

04

Preservar valor, relações e continuidade

Uma boa decisão societária protege mais do que o patrimônio. Protege os vínculos e a capacidade de a empresa seguir decidindo no futuro, com base em combinados, protocolos e acordos.

05

Ritos criam estrutura

O que se repete com intenção cria continuidade. Reuniões de sócios que viram ritos de alinhamento, e não desgaste. Acordos vivos, e não papéis guardados. Calendários de decisão que dão previsibilidade. Ritos transformam aprendizados em estrutura, e a repetição cuidadosa, por si só, é uma forma de governança.

A empresa não precisa que os sócios concordem em tudo. Precisa que continuem capazes de decidir, mesmo quando discordam.